Lançada pela Crespo Music, faixa “VAK” conecta rap, arte urbana e referências da música brasileira em uma narrativa marcada por identidade, vivência e crítica social
Em um momento em que o trap domina boa parte da cena urbana, o rapper Zappaz aposta no caminho inverso. Com o lançamento de “VAK”, seu novo single pela Crespo Music, o artista mergulha nas origens do hip hop para resgatar a sonoridade do boombap de rua e reafirmar a conexão histórica entre rap, grafite e expressão periférica.
Mais do que uma música, “VAK” nasce como uma homenagem a uma das linguagens que ajudaram a moldar a trajetória do artista. O título faz referência à Vivendo e Aprendendo Krew, crew de grafite da qual Zappaz faz parte, transformando a faixa em um manifesto sobre pertencimento, identidade e resistência cultural.
Com letras que transitam entre ironia, humor, crítica social e observações do cotidiano, a música retrata a experiência de quem aprendeu a interpretar o mundo a partir das ruas, sem romantizar as adversidades. A narrativa é construída a partir de vivências reais e de uma perspectiva que valoriza a observação, a reflexão e a autenticidade.
“Escrevi ‘VAK’ com a intenção de resgatar uma estética mais ligada ao boombap de rua, trazendo para a música referências underground que sempre fizeram parte da minha caminhada. Quis aproximar ainda mais o grafite do rap, porque essas duas linguagens sempre caminharam juntas na minha vida. ‘VAK’ é o nome da crew de grafite da qual faço parte, então essa faixa carrega um significado muito especial. Ela também me deu liberdade para explorar um flow mais cadenciado e brincar com diferentes métricas”, afirma Zappaz.
A construção musical da faixa revela a pluralidade de influências que compõem a identidade artística do rapper. Entre as referências estão nomes como Cartola, Zeca Pagodinho, Síntese, Racionais MC’s, Sabotage e até a banda norte-americana System of a Down, refletindo uma formação musical que atravessa gêneros, gerações e territórios culturais.
Um dos elementos mais marcantes da produção é a utilização de um sample de “A Noite do Meu Bem”, clássico eternizado por Dolores Duran. A escolha estabelece uma ponte entre diferentes momentos da música brasileira e reforça a proposta de criar diálogos entre tradição e contemporaneidade, aproximando a sofisticação da canção popular brasileira da linguagem direta e urbana do rap.
Representante de uma nova geração de artistas da cena nacional, Zappaz vem construindo uma trajetória pautada pela autenticidade. Cantor e compositor, transforma experiências pessoais, reflexões e questões sociais em narrativas musicais que dialogam com temas contemporâneos sem perder a conexão com suas origens.
Seu trabalho transita entre o rap, o trap e outras vertentes da música urbana, combinando sonoridades atuais com letras que abordam pertencimento, relações humanas e desafios cotidianos. Em “VAK”, porém, o artista volta deliberadamente o olhar para as raízes do movimento, reforçando a importância da cultura hip hop como espaço de memória, identidade e transformação social.
O lançamento integra a nova fase da Crespo Music, vertical musical do Grupo Cultural AfroReggae dedicada ao desenvolvimento e impulsionamento de artistas da nova cena brasileira. Como selo social da Virgin Music e da Universal Music Publishing, a iniciativa combina estrutura profissional, distribuição global e impacto social para ampliar o alcance de novos talentos no mercado nacional e internacional. Mais do que um selo, a Crespo Music integra o ecossistema de economia criativa do AfroReggae, utilizando a música como ferramenta de geração de oportunidades, fortalecimento de trajetórias e valorização da cultura brasileira.