Olúwa Ujútùú lança Laço Ancestral, um álbum que une música, espiritualidade e resistência em uma narrativa sonora marcada pela ancestralidade africana e pela força da música preta diaspórica. O disco, disponível em todas as plataformas digitais, chega pela Crespo Music em parceria com a Virgin Music e a Universal Music.
Resultado de uma trajetória construída sobre fé, pesquisa e vivência, o álbum é um retrato da caminhada de um artista que transforma sua experiência pessoal e coletiva em arte, celebração e consciência. Influenciado por um repertório diverso — de Luiz Gonzaga, Riachão e Jackson do Pandeiro aos blocos afros baianos como Ilê Aiyê, Olodum e Muzenza —, Olúwa encontrou no tambor, no canto e na palavra o elo entre o sagrado e o contemporâneo.
Sua música também carrega ecos do reggae de Bob Marley, Edson Gomes e Cidade Negra; da Black Music de Tim Maia; do Afrobeat de Fela Kuti; além das tradições do jongo, do samba, do ijexá e das estéticas urbanas contemporâneas. Essa fusão cria uma identidade que o artista define como “música preta urbana de terreiro quilombola africana em diáspora”.
Para Olúwa, a música é extensão da sua vivência espiritual. “Minha arte é a expressão da minha conexão com os Òrìṣàs e todas as divindades africanas e encantados, com a força da natureza e com meus ancestrais. É assim que crio e me expresso de verdade”, afirma.
Laço Ancestral nasce desse encontro entre espiritualidade, memória e pulsação contemporânea. As canções falam sobre amor preto como ato político, identidade, autoestima, descolonização e o poder matrigestor das mulheres pretas. O disco reverencia os Òrìṣàs, os antepassados e, sobretudo, as mulheres africanas — sustentáculos de sabedoria, força e afeto.
O álbum reafirma a beleza preta, celebra a luta coletiva e transmite uma mensagem de resistência e valorização da cultura africana e diaspórica. É uma escuta que se move entre o rito e a festa, entre a reza e a celebração — um encontro entre passado, presente e futuro.
Musicalmente, o trabalho combina elementos eletrônicos e orgânicos, unindo a força dos tambores do terreiro do candomblé ao groove urbano de gêneros como Afrobeat, R&B, dancehall, reggae, jongo e outras matrizes da música preta global. Os arranjos criam um mosaico sonoro que traduz a busca do artista por raízes profundas e, ao mesmo tempo, projeta novas possibilidades para a música preta feita no Brasil.
O nome Laço Ancestral simboliza a continuidade da vida — o elo que une gerações e mantém vivo o legado dos antepassados. “Laço Ancestral é a celebração da nossa ancestralidade, da conexão com o sagrado, com a terra, com a natureza, com os quatro elementos e com o universo. É o elo com nossos ancestrais, que seguem nos orientando com força e coragem”, resume Olúwa.
A produção é assinada pela equipe do Estúdio Crespo Music, que deu forma à estética, à energia e ao propósito do álbum. Mais do que música, Laço Ancestral é um manifesto de identidade, beleza e continuidade — um canto de fé, memória e liberdade.
Ficha Técnica:
Álbum: Laço Ancestral
Artista: Olúwa Ujútùú
Faixa foco: Oba Kawo
Faixas: 8 músicas
Selo: Crespo Music – Grupo Cultural AfroReggae
Editora/Distribuidora: Universal Music / Virgin Music
Produção: Crespo Music

