O AfroReggae

Nossa história

O AfroReggae nasce em 1993, em um dos momentos mais traumáticos da história do Brasil: o ano das chacinas da Candelária e de Vigário Geral. No meio do choque, da indignação e do luto, surge uma ideia: e se a cultura pudesse ser mais do que expressão e se fosse instrumento de reconstrução social?

A semente foi plantada com o Afro Reggae Notícias, uma publicação que se propunha a romper o silêncio imposto às favelas, especialmente após a repressão aos bailes funks e outras manifestações culturais da juventude periférica. O jornal era, ao mesmo tempo, denúncia e afirmação: uma forma de comunicação insurgente, que colocava no centro temas como negritude, cultura e cidadania. Desde o início, o AfroReggae foi isso voz para quem nunca teve microfone, espaço para quem moldou sua voz entre ecos interrompidos, mas nunca parou de falar com o coração da cidade.

O AfroReggae cresceu com os pés nas favelas e os olhos no horizonte. Projetos como o Núcleo Comunitário de Cultura, implantado inicialmente em Vigário Geral, ofereceram oficinas de percussão, dança, teatro, capoeira, grafite e leitura para jovens em situação de vulnerabilidade. Com o tempo, os projetos se multiplicaram atuando na formação artística e na criação de pontes entre as potencialidades das favelas e esferas de educação, trabalho e visibilidade.

O reconhecimento veio. O AfroReggae virou case internacional, participou de conferências da ONU, recebeu prêmios e passou a ser estudado em universidades. Entretanto, mais importante que os holofotes foram os impactos concretos: milhares de jovens passaram pelos projetos da ONG, muitos deles hoje profissionais reconhecidos, artistas, líderes comunitários ou educadores.

Ao longo dos anos 2000, o AfroReggae também ampliou sua atuação para além da cultura. Atuou com políticas públicas, firmou parcerias com empresas privadas, auxiliou em ações de pacificação, liderou projetos em quatro continentes e desenvolveu modelos de empreendedorismo social levando a mensagem da favela para palcos do mundo inteiro, da América Latina à Europa, da África à Ásia.

Mas nenhuma trajetória que se pretende transformadora é feita sem rupturas.

A crise econômica e política dos anos 2010 impactou fortemente o terceiro setor. Muitos financiadores recuaram, e o AfroReggae como diversas outras organizações teve que lidar com o esvaziamento de recursos. Foi preciso ajustar a rota, reafirmar princípios e reinventar os caminhos para continuar avançando.

Foi nesse cenário que surgiram os novos caminhos. A partir de escuta, estratégia e sensibilidade para o tempo presente, o AfroReggae se reconectou com sua essência: estar onde o poder público falha, onde o mercado não chega, onde a sociedade ainda não enxerga. E, mais uma vez, a resposta veio pela inovação.

Além da continuidade das oficinas de balé e percussão, da Agência Segunda Chance que busca reintegrar ao mercado de trabalho egressos do sistema prisional e do Conexões Urbanas, o maior circuito de shows gratuitos em favelas do Brasil, surgiram novos projetos.

Antenar, AfroGames e Crespo Music representam a força do AfroReggae na construção de futuros possíveis a partir das favelas. O Antenar amplia o acesso à conectividade com capilaridade e inteligência territorial em uma cidade onde 57% da população vive em áreas que o Estado só alcança com blindados da Marinha. O AfroGames abriga o maior centro de e-sports em favelas do mundo, formando jovens em tecnologia, e-sports e produção de conteúdo digital. E a Crespo Music, além de impulsionar artistas negros e periféricos, opera o único estúdio com tecnologia Dolby Atmos localizado em uma favela no mundo, tornando-se referência global em inovação e representatividade cultural.

Projetos que mantêm vivo o princípio original da ONG: usar a potência da cultura como ferramenta de emancipação social agora com uma linguagem atual, tecnológica e conectada às novas dinâmicas do século XXI.

Hoje, o AfroReggae continua em atuação com a mesma convicção que o fundou: promover justiça social por meio da arte, da educação e da cultura. Os desafios se transformaram, como se transforma o tempo mas a energia de transformação que nos move permanece intacta.

Somos uma instituição com mais de três décadas de história, marcada pela ousadia, pela escuta ativa das comunidades e pela capacidade de se reinventar sem perder a coerência com sua origem.

Seguimos firmes, olhando para frente. Porque onde houver desigualdade, exclusão e silenciamento, haverá espaço para ação. E enquanto houver favela, haverá cultura. Enquanto houver juventude, haverá futuro.

E enquanto houver futuro, o AfroReggae vai estar lá.

Marcos Históricos

Ao longo de mais de três décadas, o AfroReggae construiu uma trajetória marcada por coragem, inovação e transformação. Em cada projeto, oficina ou ação direta, deixamos impressões profundas nas vidas de milhares de pessoas e nos territórios onde atuamos. Mais do que uma organização, nos tornamos um movimento que desafia narrativas, quebra ciclos de exclusão e abre espaço para o protagonismo das favelas.

A seguir, reunimos alguns dos principais marcos dessa caminhada desde as primeiras sementes plantadas em 1992 até as iniciativas mais recentes, que continuam pulsando e abrindo caminhos. Cada etapa reflete a potência da cultura como motor de mudança social e reafirma nosso compromisso em seguir atuando onde mais se precisa.

1992

Desde o início, música e arte foram as forças que uniram diferenças e lançaram bases para a cidadania e a sustentabilidade. Tudo começou em 17 de outubro, com a 1ª Rasta Reggae Dancing, realizada no Centro Educacional Souza Aguiar. Ali, um grupo de amigos que promovia festas no Rio deu o pontapé inicial para uma trajetória que se transformaria em uma ONG de grande impacto social no Brasil e além. O sucesso desse encontro inspirou a criação do AFROREGGAE NOTÍCIAS, um jornal dedicado a divulgar e celebrar a cultura afro.

1993

Em 21 de janeiro, poucos meses após a Rasta Reggae Dancing, aconteceu a festa de lançamento do ARN Nº 0 na sede do Instituto de Estudos da Religião (ISER), na Glória. Esse lançamento marcou oficialmente a fundação do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) , cujo jornal era distribuído gratuitamente por uma equipe voluntária dedicada. Pessoas como José Júnior, Tekko Rastafari, Marcelo Yuka, entre outros, foram essenciais para dar vida a esse início.

No dia 20 de julho, o Grupo Cultural AfroReggae conquistou sua existência legal, ganhando reconhecimento jurídico. A falta de verba para produzir o ARN nº 4 trouxe um aprendizado importante: a força da união e da criatividade para superar desafios. Em outubro, junto ao Movimento Comunitário de Vigário Geral (Mocovigê), o AfroReggae organizou o Vigário in Concert, evento que marcou a primeira visita do jornalista Zuenir Ventura à favela visita que inspiraria o livro Cidade Partida.

1994

Em Vigário Geral, começaram as primeiras oficinas de percussão, dança afro e reciclagem de lixo, realizadas na Quadra Nahlido Ferreira, dando origem ao primeiro Núcleo de Cultura. Era exatamente o público desejado que se aproximava: jovens em situação de risco, muitos à beira de serem envolvidos pelo tráfico.

Nesse cenário, o ex-padre e educador Lorenzo Zanetti, do SAAP/FASE, e o poeta Waly Salomão tornaram-se verdadeiros mentores do AfroReggae. Esses grandes aliados e incentivadores foram homenageados ao darem nome aos núcleos de Parada de Lucas (Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti) e Vigário Geral (Centro Cultural Waly Salomão), reconhecendo sua contribuição e amizade.

1995

Em 9 de junho de 1995, o Batizado da Banda AfroReggae reuniu uma multidão em um campo de futebol entre as ruas Antônio Mendes e Vila Nova, em Vigário Geral, superando todas as expectativas. O evento contou com padrinhos ilustres: Caetano Veloso, que emocionou ao cantar seus sucessos e interpretar músicas do Olodum e do Ilê Aiyê, e Regina Casé, que animou a festa com um trecho do Rap da Felicidade, de Cidinho e Doca.

1996

Em 1996, José Júnior foi convidado a participar de um Seminário sobre Movimento Popular em Montreal, no Canadá, promovido pela ONG Alternatives. Nesse evento, destacou-se o encontro fundamental com Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente de honra do PT e futuro presidente do Brasil (2003-2006 e 2007-2010).

O Grupo Cultural AfroReggae também integrou o primeiro grupo de trabalho do Ministério da Saúde responsável por formular a Política Nacional de Prevenção Popular das DSTs e Aids no Brasil.

Foi ainda o ano da entrada definitiva do AfroReggae nas comunidades do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho, com o núcleo batizado em homenagem ao primeiro palhaço negro do Brasil, Benjamin de Oliveira. Começou com o projeto Levantando a Lona e logo se ampliou, contando com novas trupes e parcerias importantes, como a Fase, Jeuness Du Monde, Cirque Du Soleil e a Escola Nacional de Circo.

No dia 30 de outubro, aconteceu o Batizado da Capoeira, com padrinhos ilustres: o sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, a cantora Fernanda Abreu e o rapper Gabriel O Pensador. O evento foi realizado no campo de futebol de Vigário Geral, com uma apresentação especial do Jam do AfroReggae, participações de Fernanda Abreu, vocalista do O Rappa, Gabriel O Pensador, o saudoso ator e cantor Norton Nascimento, a Orquestra de Berimbaus do Abadá e as canjas de Seu Jorge e Bertrand Doussaint.

1997

No primeiro dia útil de 1997, começaram as obras do primeiro Centro Cultural em Vigário Geral. Após vários atrasos causados pela falta de eletricidade, o Centro Cultural Vigário Legal foi finalmente inaugurado em 29 de junho. A fachada, toda pintada pelo artista plástico Valmir Vela Luz, morador da própria comunidade, simbolizava a força e identidade local. A inauguração contou com shows do AfroReggae, Cidade Negra e Falcão, do grupo O Rappa, realizados no campo de futebol da comunidade.

Nesse mesmo ano, a Banda AfroReggae iniciou a criação do seu primeiro espetáculo profissional, chamado Nova Cara. O show misturava funk com influências das manifestações culturais afro-brasileiras, como a capoeira, além de incorporar elementos musicais externos, como hip hop e reggae, e aspectos cênicos, incluindo a perna de pau, trazendo uma performance única e inovadora.

1998

Em 1998, a Banda AfroReggae realizou sua primeira turnê europeia durante a Copa do Mundo na França, passando pela França, Alemanha, Inglaterra e Holanda. No dia 6 de novembro, lançou o espetáculo Nova Cara nos Arcos da Lapa, diante de cerca de 3 mil pessoas que aplaudiram calorosamente a apresentação. O ator Sérgio Britto convidou o grupo para uma temporada de duas semanas no Teatro Delfim. Em 20 de dezembro, o AfroReggae apresentou novamente Nova Cara no Parque dos Patins, encerrando a noite com uma participação especial do grupo O Rappa.

No campo da saúde, José Marmo, até então conselheiro, passou a atuar diretamente no AfroReggae, desenvolvendo projetos relacionados à AIDS com uma abordagem descontraída. Uma estratégia inovadora foi a criação da Barraca da Saúde uma barraca típica de camelô que distribuía preservativos e informativos sobre DSTs, cedidos pela Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), em pontos estratégicos da cidade. A primeira barraca foi inaugurada em 22 de setembro, na Rua Mem de Sá, na Lapa, com padrinhos como Waly Salomão, Dona Zica, Mãe Beata de Yemanjá e Tia Cotinha. No dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS, nasceu a Trupe da Saúde, que mais tarde se tornaria a Trupe de Teatro AfroReggae, utilizando teatro de rua e circo para abordar temas como DSTs e AIDS com o público.

1999

Em 1999, durante a segunda turnê europeia da Banda AfroReggae em Manoppello, na região de Abruzzo, Itália, José Júnior deu início à escrita do livro Da Favela para o Mundo.

No dia 9 de maio, o filme Orfeu, de Cacá Diegues e produzido por Paula Lavigne, foi exibido no CIEP Mestre Cartola, localizado na divisa entre Vigário Geral e Parada de Lucas duas comunidades que viviam sob o conflito das facções do tráfico. Naquele dia, foi declarado um cessar-fogo, permitindo que os moradores de ambas as comunidades assistissem à sessão em clima de paz. O evento contou com a presença do elenco e apresentações do AfroReggae, Tambolelê, MV Bill, Mr. Catra e Caetano, diretor musical do filme.

Ainda em 1999, o renomado cineasta Pedro Almodóvar visitou o AfroReggae em Vigário Geral, fortalecendo o intercâmbio cultural e o reconhecimento internacional do grupo.

2000

Em 21 de janeiro de 2000, o AfroReggae celebrou 7 anos no Teatro Carlos Gomes, ocasião em que foi lançado o Prêmio Orilaxé, uma homenagem a pessoas que se destacaram em diversas áreas. Orilaxé, em yorùbá, significa “A Cabeça tem o poder da transformação”.

Neste ano, também nasceu o projeto Criança Legal, que oferecia iniciação pedagógica e cultural para crianças de cinco a sete anos, com atividades voltadas para a escrita, leitura, dança, capoeira e percussão.

O AfroReggae rompeu a fronteira da guerra do tráfico entre Vigário Geral e Parada de Lucas ao iniciar oficinas de informática na Associação de Moradores de Lucas, com apoio do Comitê de Democratização da Informática (CDI). Desde 1983, a relação entre as duas comunidades era marcada por conflitos entre narcotraficantes, que frequentemente impediam ações conjuntas, relacionamentos e projetos em benefício dos moradores.

2001

Em 14 de janeiro de 2001, a Banda AfroReggae teve a honra de abrir a terceira edição do Rock in Rio, que teve como tema “Por um Mundo Melhor”. A apresentação aconteceu na Cidade do Rock, no palco principal, ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira, marcando um momento histórico para o grupo.

No mesmo ano, o AfroReggae celebrou seus oito anos com a segunda edição do Prêmio Orilaxé, realizada no Teatro Glória, com apoio da UNESCO. A emoção foi intensa no encontro dos presidentes das associações de moradores de Vigário Geral, Renato Laurindo, e Parada de Lucas, Carlinhos Souza, simbolizando a união das comunidades.

Ainda em 2001, Johayne Hildefonso chegou para integrar a equipe de criação artística do AfroReggae, assumindo, anos depois, o comando da Trupe de Teatro AfroReggae, sucedendo José Marmo, um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento do grupo e da Trupe da Saúde.

Além disso, estreou o circuito de shows gratuitos Conexões Urbanas, no Morro da Formiga, com apresentações de Fernanda Abreu, MV Bill e a Banda AfroReggae, levando cultura e música para as comunidades.

2002

Em 2002, a Banda AfroReggae lançou o CD Nova Cara na sede da gravadora Universal, consolidando sua trajetória musical com um trabalho que traduzia a força das raízes afro-brasileiras e a inovação sonora do grupo.

Neste mesmo ano, o Centro Cultural Vigário Legal recebeu uma visita ilustre: David Byrne, líder da banda britânica Talking Heads, que trouxe sua atenção para o impacto cultural e social do AfroReggae na comunidade.

A celebração dos 9 anos da instituição aconteceu no Teatro Carlos Gomes, com a tradicional entrega do Prêmio Orilaxé, reconhecendo e homenageando pessoas e entidades que fizeram parte dessa caminhada transformadora.

2003

Em 2003, o AfroReggae comemorou seus 10 anos com uma série de eventos realizados no Teatro João Caetano, nos Arcos da Lapa, e no SESC Tijuca. Essas comemorações reuniram debates importantes, a entrega do Prêmio Orilaxé e o lançamento do livro Da Favela para o Mundo, escrito por José Júnior.

Nesse mesmo ano, o AfroReggae criou o Projeto Itinerários Aliados, que desenvolveu atividades artísticas no SESC Ramos voltadas para jovens do Complexo do Alemão e do Morro do Adeus. Essa iniciativa foi fundamental para impulsionar o trabalho do AfroReggae no Complexo do Alemão, onde mais tarde seria implantado um núcleo da organização.

2004

A Banda AfroReggae foi convidada a participar da Mostra Caetano, realizada no Carnegie Hall, em Nova York, que também reuniu nomes como Mart’nália e Virgínia Rodrigues. José Júnior foi um dos escolhidos para conduzir a Tocha Olímpica, em reconhecimento ao trabalho social desenvolvido pelo AfroReggae.

Em agosto, nasce o projeto Juventude e Polícia, coordenado pelo AfroReggae e pelo CESEC, em parceria com a Polícia Militar e o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Defesa Social. O projeto levou oficinas de percussão, dança de rua, basquete, teatro e grafite para dentro dos batalhões, com o objetivo de capacitar policiais e criar um diálogo entre a cultura policial e a cultura dos jovens.

A antipatia recíproca inicial deu lugar a um relacionamento que superou estereótipos, baseado no respeito e na solidariedade. Na segunda etapa, os policiais capacitados replicaram o conhecimento adquirido para jovens das comunidades mineiras.

O crítico Jon Pareles, do New York Times, exaltou a performance do AfroReggae na Mostra Caetano.

2005

Para celebrar seus 12 anos de atuação, foi realizada uma edição especial do Prêmio Orilaxé, apresentada por Fernanda Abreu, com shows de Gilberto Gil, da Banda AfroReggae, da Banda Akoni, Afro Lata, Orquestra Sinfônica Brasileira sob regência de Túlio Mourão, e DJ Malboro. O evento contou ainda com a participação de policiais de Belo Horizonte que integravam o projeto Juventude e Polícia, comprovando a força da transformação social promovida pelo grupo.

Foi lançado o documentário Favela Rising, dirigido pelos norte-americanos Jeff Zimbalist e Matt Mochary, que conquistou mais de 30 prêmios internacionais. A obra retrata a trajetória do AfroReggae por meio da vida de Anderson Sá, vocalista do grupo, que se tornou um dos grandes líderes do movimento cultural. O filme também narra o grave acidente que quase deixou Anderson tetraplégico, ocorrido no Arpoador, e mostra como sua superação se entrelaça com a história de resistência e reinvenção do AfroReggae na favela de Vigário Geral.

A Banda AfroReggae lançou o álbum Nenhum Motivo Explica a Guerra, pela Warner Music Brasil, ampliando ainda mais seu alcance artístico e social. No mesmo ano, estreou o programa de rádio Conexões Urbanas, inicialmente transmitido pela MPB FM, com apresentação de Marcello Silva e Patrícia Ferrer.. O programa viria a ser exibido também, em 2007, pelas rádios Roquete Pinto e Furacão 2000, ampliando sua audiência entre as juventudes urbanas.

Também foi lançado o documentário Polícia Mineira, dirigido por Estevão Ciavatta, que mostra cenas emocionantes das oficinas do projeto Juventude e Polícia em Minas Gerais, ressaltando os impactos positivos dessa iniciativa pioneira de aproximação entre jovens de periferia e agentes da segurança pública.

A campanha Criança Esperança celebrou 20 anos de existência, e desde o ano 2000, a parceria entre a Unesco e o AfroReggae tem dado origem a inúmeros projetos voltados à prevenção da violência, mediação de conflitos e valorização da juventude, reafirmando o papel central do grupo na construção de uma cultura de paz.

Os reconhecimentos vieram em peso. O grupo recebeu o Prêmio Faz Diferença, na categoria especial Personalidade do Ano, concedido pelo jornal O Globo. José Junior, fundador do AfroReggae, foi homenageado com o Prêmio Ashoka Empreendedor Social, na categoria Participação Cidadã, concedido pela USB, além da Medalha Pedro Ernesto pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e a Medalha de Mérito de Assistência Social, pelas suas contribuições à sociedade.

2006

O documentário Favela Rising foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário, após conquistar mais de 30 prêmios internacionais. A repercussão da obra abriu portas e chamou a atenção de figuras como George Wolf, consagrado diretor da Broadway e do teatro off-Broadway, que visitou o Rio de Janeiro e conheceu de perto o projeto Escolando a Galera, que integra arte e educação nas escolas públicas.

A Banda AfroReggae alcançou novos públicos ao abrir o histórico show dos Rolling Stones em Copacabana, diante de uma multidão. No mesmo ano, lançou o DVD "Nenhum Motivo Explica a Guerra", com direção de Cacá Diegues e Rafael Dragaud, e produção de Renata Magalhães e Flora Gil. O lançamento, no Circo Voador, celebrou os 13 anos do grupo, reunindo imagens, depoimentos e registros da história do AfroReggae desde sua criação.

A comemoração também incluiu a exposição "AfroReggae 13 anos", no Centro Cultural Telemar, com curadoria do designer e cenógrafo Gringo Cardia, reunindo os 12 grupos artísticos do AfroReggae fotografados por 12 profissionais renomados.

Outros marcos importantes foram a inauguração do Centro Cultural Lorenzo Zanetti, na Parada de Lucas, no dia 26 de novembro, e a criação do projeto Acorda Lucas, que deu origem à Orquestra AfroReggae. Nas ruas do Rio, o grupo também estreou no carnaval com o Bloco AfroReggae, formado por integrantes, instrutores e alunos das oficinas, arrastando multidões ao som do reggae e da batida periférica.

Internacionalmente, o professor Paul Heritage, parceiro de longa data, lançou as bases para expandir o trabalho do AfroReggae para o Reino Unido, com audiências e encontros com artistas e educadores que atuam com jovens em situação de risco. A relação com Paul remonta a 2004, quando dirigiu uma montagem de Antônio e Cleópatra com o AfroReggae na fronteira entre as favelas rivais Vigário Geral e Parada de Lucas.

O grupo também fortaleceu sua presença nos meios de comunicação com o programa de rádio Conexões Urbanas, que estreou na MPB FM, com apresentação de Marcello Silva e Patrícia Ferreira. Em 2007, o programa seria expandido para as rádios Roquette Pinto e Furacão 2000.

O reconhecimento institucional veio em diversas frentes:

  • Diploma Zumbi dos Palmares, pela ALERJ, reconhecendo o combate às discriminações de raça, etnia e origem;

  • Menção honrosa da UNESCO no Prêmio Madanjeet Singh pela Promoção da Tolerância e Não-Violência;

  • Prêmio Atitude Social/Pró Social, no Meus Prêmios Nick, da TV Nickelodeon;

  • Medalha Jorge Careli de Direitos Humanos, pela Associação dos Servidores da Fiocruz;

  • Medalha do Mérito Segurança Pública – Grau Cavaleiro, concedida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro;

  • Prêmio Site de Utilidade Pública – Cultura, pelo projeto TEC.LAR de Angra dos Reis;

  • E a eleição de José Junior como Jovem Líder para o Futuro Mundial, no Fórum Econômico Mundial de Davos.

A parceria com a Unesco e o envolvimento com a campanha Criança Esperança, que celebrou 20 anos, seguiram firmes, impulsionando projetos voltados à prevenção da violência, mediação de conflitos e valorização da juventude.

2007

As ações sociais do AfroReggae chegaram à Índia sob o nome Conexão Shiva. Com o apoio da Fundação Ford, o grupo esteve duas vezes no país: em março, para conhecer a realidade local, e em novembro, para realizar workshops. Em Nizamuddin, considerada a favela mais antiga do mundo, mais de 80 jovens entre 18 e 25 anos participaram de oficinas de dança afro, percussão, capoeira e grafite. No mesmo período, a banda AfroReggae se apresentava na China, no XXI Festival de Música Internacional de Macau.

Em março, durante a primeira escala da turnê internacional do espetáculo Nenhum Motivo Explica a Guerra, a banda foi uma das atrações mais aclamadas do Festival Petrobras Música y Energía, em Bogotá, diante de mais de 80 mil pessoas. Em abril, José Junior voltou à Colômbia para visitar Bogotá, Medellín, Apartadó e Cali, onde conheceu iniciativas de paz e de redução da violência, acompanhado por uma equipe da Pindorama Filmes e com apoio de líderes de ONGs locais. O resultado foi o documentário O Veneno e o Antídoto.

Ainda em março, foi lançada a revista Conexões Urbanas. No dia 3 de agosto, foi inaugurado o Núcleo do Complexo do Alemão. Também em agosto, a Banda AfroReggae realizou sua primeira turnê na América do Norte. O show Nenhum Motivo Explica a Guerra abriu o 5º Petrobras CineFest, o Festival de Cinema Brasileiro de Nova York, que reuniu dez mil pessoas no Central Park. No dia seguinte, o documentário foi exibido na sede da ONU. Em vinte dias, os músicos de Vigário Geral passaram por cinco cidades dos Estados Unidos e uma no Canadá.

Na Inglaterra, o AfroReggae firmou convênio com o Barbican Centre e o People’s Palace Projects, criando o projeto Favela to the World. A cooperação bilateral, que durou de 2007 a 2012, levou oficinas socioculturais e apresentações de grupos do AfroReggae a diversas cidades inglesas.

Ainda em 2007, Marisa Monte se apresentou no Complexo do Alemão, marcando o retorno do projeto Conexões Urbanas Show, que estava parado havia dois anos. Luciano Huck esteve em Parada de Lucas para lançar o livro Na Terra, no Céu, no Mar Viagens de aventura do Caldeirão do Huck, escrito em parceria com Rodrigo Cebrian. Na ocasião, assistiu à apresentação da Orquestra AfroReggae.

Os autores Damian Platt e Patrick Neate lançaram o livro Cultura é a Nossa Arma, AfroReggae nas Favelas do Rio, que retrata a realidade das favelas cariocas e a luta dos moradores por melhores condições de vida. Por meio das ações do AfroReggae, o livro mostra a relevância da cultura nos territórios mais afetados pela violência no Rio de Janeiro.

José Junior participara de um encontro na sede da Anistia Internacional, em Londres, com a secretária-geral da organização, Irene Khan.

Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido, o AfroReggae recebeu o Prêmio Canta Brasil na categoria Direitos Humanos e a Medalha da Inconfidência.

2008

No dia 25 de junho, o grupo comemorou 15 anos de atuação com a 9ª edição do Prêmio Orilaxé, realizada em parceria com a UNESCO, em celebração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Além dos premiados, o evento prestou homenagem especial a 15 parceiros que contribuíram significativamente com a trajetória do grupo.

A Banda AfroReggae esteve em turnê nos Estados Unidos e retribuiu a visita de Quincy Jones, que havia estado em Vigário Geral em março. O encontro aconteceu em Nova York, onde o empresário americano conferiu de perto o trabalho do grupo. Ainda em 2008, foi criado o projeto Empregabilidade, com foco na inserção de ex-detentos no mercado de trabalho, promovendo sua reintegração social por meio da inclusão produtiva.

Durante o São Paulo Fashion Week Verão, o AfroReggae apresentou uma coleção desenvolvida pelo estilista Marcelo Sommer, inspirada na moda das favelas e periferias do Brasil. Com um cenário composto por bonecos coloridos montado no Auditório do Ibirapuera, o desfile contou com modelos negros, profissionais e amadores.

Em Londres, a Banda AfroReggae apresentou o show Favelization no Barbican Centre, com músicas inéditas e sucessos antigos. No dia 13 de outubro, estreou no canal Multishow, da Globosat, o programa Conexões Urbanas TV, produzido e dirigido pela produtora de audiovisual do AfroReggae. O programa foi criado com o objetivo de estabelecer vínculos de conhecimento, cultura e afetividade entre pessoas de diferentes realidades. A festa de lançamento aconteceu na Boate 00, na Zona Sul do Rio, reunindo artistas, políticos, intelectuais e imprensa.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, o AfroReggae lançou o projeto Oficinas Culturais no DEGASE, oferecendo cursos de percussão, teatro e grafite para jovens em conflito com a lei. A iniciativa, mais do que levar cultura, se firmou como uma ação concreta de promoção de direitos humanos e inclusão social.

Em 1º de novembro, o núcleo do AfroReggae em Nova Era passou a contar com sede própria e independente, onde são oferecidas oficinas socioculturais de percussão, teatro, dança, circo, informática e grafite. Ainda em 2008, o AfroReggae recebeu a Medalha Tiradentes, maior honraria do Legislativo fluminense, concedida a José Junior por indicação do deputado estadual Marcelo Freixo.

2009

Em 2009, começou o projeto Rebelião Cultural no presídio Talavera Bruce, em parceria com a CUFA, Nós do Morro e o Observatório de Favelas. O prefeito Eduardo Paes visitou os núcleos do AfroReggae em Parada de Lucas e Vigário Geral, onde foi recebido com apresentações do Afro Circo, Afro Mangue, da Banda Akoni e de alunos das oficinas de violino.

O Núcleo de Vigário Geral recebeu a visita do guitarrista do Radiohead, Ed O'Brien, e parte da equipe da banda. Também estiveram na comunidade o padrinho Caetano Veloso, o sociólogo Hermano Vianna, Damian Platt, o jovem pianista Vitor Araújo, revelação do programa Caldeirão do Huck, e o músico norte-americano Arto Lindsay, todos recepcionados por Eve Bélanger e Washington Rimas (Feijão).

O Conexões Urbanas Show foi realizado no Piscinão de Ramos, como parte da campanha “O Rio contra a Dengue”, com apresentações das bandas AfroReggae e O Rappa, entre outras atrações.

A Orquestra AfroReggae se apresentou no programa da Hebe Camargo, e foi lançado o projeto Unindo Forças, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação.

A cerimônia da 10ª edição do Prêmio Orilaxé, realizada no Teatro Carlos Gomes, reuniu representantes de várias iniciativas que lutam por um mundo mais justo, homenageando pessoas e instituições que promovem a cidadania e combatem a injustiça social. Na ocasião, Evandro João da Silva foi homenageado.

Em 2009, o AfroReggae recebeu o Prêmio Direitos Humanos na categoria "Enfrentamento à violência".

2010

Em março de 2010, o AfroReggae, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, lançou o projeto Escolando a Galera, que levou cultura, arte e cidadania por meio de oficinas de teatro, percussão, circo e dança, além de shows do AfroReggae e da peça Paixão, Flush & Testosterona, com a Trupe de Teatro, às escolas localizadas em regiões de conflito social mapeadas pela Secretaria de Educação.

No mesmo mês, a SEEDUC, a SEAP, o AfroReggae e a Eschola.com lançaram o projeto Sinal de Mudança no Complexo Penitenciário de Bangu, que oferece cursos de capacitação profissional para milhares de detentos, com possibilidade de inclusão no mercado de trabalho.

No dia 26 de maio, foi inaugurado o Centro Cultural Waly Salomão, nova sede do Núcleo de Vigário Geral. O evento reuniu uma multidão e várias personalidades, incluindo artistas, empresários e políticos. O espaço conta com a Sala de Ensaio Santander, um Estúdio Red Bull de Batidas Eletrônicas, estúdio de gravação Natura Musical, Sala Futura com videoteca, CDteca e biblioteca, Sala Multiuso Ricardo Guimarães e a Sala Corpo, para atividades de dança.

Ainda em 2010, foi inaugurada a Escola Estadual Evandro João da Silva, na Penitenciária Dr. Serrano Neves (Bangu 3A), em homenagem a Evandro João da Silva. Na inauguração, a secretária Tereza Porto recebeu Luciano Huck, José Junior e outros integrantes do AfroReggae.

No dia 28 de maio, foi inaugurada a agência bancária do Banco Santander no Complexo do Alemão. Foi a primeira vez no mundo que um banco abriu uma agência em uma favela. Na cerimônia estavam Fabio Barbosa, José Junior e Bocão.

Em Vigário Geral, os sócios da Natura, Guilherme Leal, Luiz Seabra e Pedro Passos, visitaram para conferir os resultados dos projetos patrocinados pela empresa, cuja parceria com o AfroReggae começou em 2006, com o patrocínio da turnê Nenhum Motivo Explica a Guerra, e foi ampliada em 2007 com o patrocínio institucional.

Em setembro, a Trupe de Teatro AfroReggae estreou profissionalmente com Urucubaca!, espetáculo com textos inéditos de Jorge Mautner e direção de Johayne Hildefonso e Malu Cotrim. A peça ficou em cartaz por um mês na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, com sucesso de público e crítica. No ano seguinte, Urucubaca! saiu em turnê pelo Teatro SESC em São Paulo e fez apresentações em Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, no Festival de Inverno do SESC.

Ainda em 2010, as forças de segurança retomaram o Complexo do Alemão, dentro do movimento de pacificação das comunidades no Rio de Janeiro. José Junior foi chamado para mediar o conflito, negociando a rendição com os traficantes para evitar um elevado número de mortes em um possível combate. Essa mediação ficou marcada como uma das mais importantes ações de conflito realizadas pelo AfroReggae.

A 12ª edição do Prêmio Orilaxé aconteceu no Teatro Carlos Gomes, com o tema Empreendedores. O evento foi apresentado por Fernanda Lima e Johayne Hildefonso, com direção de arte de Gigi Barreto.

Na Praça Tropicalismo, em Vigário Geral, Daniela Mercury e o AfroLata fizeram um ensaio aberto para a comunidade, uma prévia do show de virada do ano em Copacabana, ocasião que também contou com a gravação do DVD da cantora.

Em 2010, o AfroReggae recebeu o Prêmio Tudo de Bom na categoria Personalidade, concedido pelo jornal O DIA, e o Prêmio Nelson Mandela de Direitos Humanos, na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), pelo trabalho na luta pelos direitos humanos e dignidade das pessoas atendidas no universo da Palong (Palácio das ONGs).

2011

Em janeiro de 2011, foi inaugurada a sede do AfroReggae no bairro da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, com uma reforma concebida pelo designer Luiz Stein.

Neste ano, a Banda AR21 fez seu último show como Banda AfroReggae no Theatro Municipal do Rio, após o discurso do então presidente dos EUA, Barack Obama.

Foi lançado o reality show Papo de Polícia no Multishow, que em 2014 alcançou a marca de 7 temporadas.

O AfroReggae, em parceria com o Santander, realizou a primeira edição da corrida Desafio da Paz no Complexo do Alemão, que em 2013 comemorou sua terceira edição.

Na Praça Tropicalismo, em Vigário Geral, o cantor e pastor Kleber Lucas sacudiu a comunidade com seus grandes sucessos, acompanhado pela participação especial da cantora Fernanda Brum. Esse foi o primeiro show gospel realizado pelo projeto Arte na Praça, que acontece em frente ao Centro Cultural Waly Salomão. Durante o evento, o senador Eduardo Suplicy visitou o núcleo do AfroReggae e conferiu o show.

Também foi inaugurada a Agência Santander na Vila Cruzeiro em parceria com o AfroReggae. Na foto do evento estavam presentes Marcial Portela, Pedro Coutinho, Pedro Paulo Teixeira, Binha e Luiz Fernando Pezão.

Santander e AfroReggae promoveram uma sessão especial do filme Quebrando o Tabu em Vigário Geral. O encontro reuniu o diretor Fernando Grostein Andrade, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, moradores da comunidade, equipe do filme, além de representantes do AfroReggae e do Santander.

No dia 19 de dezembro, foi inaugurado o Núcleo da Vila Cruzeiro.

A cantora Fernanda Brum gravou o DVD Glória in Rio, com participação do AfroLata. Parte da gravação aconteceu na Praça Tropicalismo, em Vigário Geral, onde ela se apresentou. O projeto Arte na Praça, iniciado em 2010, leva para a praça diversas atividades como espetáculos de teatro, dança, cinema e shows de renomados artistas. Em 2012, o projeto contou com o patrocínio da Petrobras.

2012

Em 2012, o AfroReggae criou o ciclo de debates Comandos, que promove encontros entre ex-traficantes e policiais para discutir crimes, violência e segurança pública. Realizou a 12ª edição do Prêmio Orilaxé, dedicada à diversidade sexual, com direção de Roberto Talma. O evento contou com artistas como Os Paralamas do Sucesso e Preta Gil, e homenageou o grupo Dzi Croquettes, referência cultural dos anos 70.

Lançou o Selo AR na 34ª edição da São Paulo Fashion Week, com ensaio fotográfico assinado por J.R. Duran. O diretor Spike Lee visitou o núcleo em Vigário Geral para gravações do documentário Go Brazil! Go, que aborda racismo e preconceito.

Foi inaugurada a Árvore de Natal no Complexo do Alemão, montada pelo Banco Santander, com festa para moradores, apresentações da Orquestra Sinfônica Brasileira, do AfroReggae e da cantora Alcione. Estiveram presentes o governador Sérgio Cabral, o vice Luiz Fernando Pezão e secretários estaduais.

O Centro Cultural Waly Salomão recebeu a visita da cantora Madonna no dia 7 de dezembro. No âmbito político, a presidente Dilma Rousseff posicionou-se contra a redistribuição dos royalties, apoiando os estados produtores.

Nossa Missão

Provocar impacto social com a criação de oportunidades para grupos estigmatizados e menos favorecidos, combatendo preconceitos, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão produtiva e mobilidade social.

Nossa Visão

Ser uma referência global em transformação social, diversificando a atuação na indústria criativa e ampliando o impacto positivo em comunidades por meio de um trabalho inovador e de excelência.

Nossos Valores

Insão - Empoderamento - Inovação - Ousadia - Excelência - Diversidade - Oportunidade - Equidade